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História de Montejunto

A área envolvente da aldeia de Pragança e da Serra do Montejunto revela grande importância em termos de espólio arqueológico, que data desde a pré-história com a cultura castreja, vários necrópoles e grutas, existindo uma grande abundância destes vestígios recolhidos e hoje dispersos pelos museus. Do período Romano, os vestígios materiais são mais escassos, reduzindo-se a algumas moedas, fragmentos de cerâmica, um forno e uma ara, que datam no século II d.C.

Da Idade Média existem, em termos arquitectónicos, conjuntos artísticos monumentais. É o caso do primeiro convento fundado em Portugal: o da Ordem dos Dominicanos, cujo edifício remonta ao início do século XIII, sendo a data provável de construção 1218 por Frei Sueiro Gusmão, que escolheu o local para praticar uma vida ascética e a penitência da vida monástica.

Quanto à capela de Nossa Senhora das Neves, não se sabe a data da sua construção mas, quando foi fundado o Convento, esta já existia (início do século XIII).

A Capela de Nossa Senhora das Neves, situada a poucos minutos da Quinta pode ser uma opção para cerimónias religiosas. Da época Moderna, tem lugar de destaque a Real Fábrica do Gelo, porque as suas características arquitectónicas são únicas no nosso país, traduzindo o domínio de técnicas de engenharia altamente apuradas, que passam pela a escolha do local (sombrio, húmido e virado a norte), assim como dos mecanismos que permitem produzir e conservar o gelo, que é tradição que parece datar do período filipino e foi desenvolvida a partir do século XVIII, de tal forma que o rei D. Pedro II criou o cargo de Neveiro de sua Majestade.

Sendo alguns documentos da época, o gelo que vinha para a corte, era oriundo de muito longe – da Serra da Estrela, o que levou o rei D. João V, em 1732, a construir na encosta do Castelo de S. Jorge, uns poços profundos. Esta tentativa não teve grande êxito, devido à elevada temperatura que, no Verão, se fazia sentir na cidade de Lisboa. Assim, era imperioso tentar adquirir gelo o mais próximo possível de Lisboa e, então, a escolha recaiu sobre a Serra do Montejunto.

Não existe qualquer documento com a data de edificação da Fábrica do Gelo, apenas há uma referência bibliográfica que indica o ano de 1741.É constituída por um reservatório, um poço actualmente coberto e que antigamente abastecia de água 44 tanques destinados à congelação, que depois passavam para três poços profundos, onde se envolvia em palha o gelo até ser enviado para Lisboa.

O transporte de gelo constituía um processo demorado e complicado. Primeiro, era transportado em volta de palha e serapilheira, até à base da Serra, em burros, depois ia em carros de bois, até à vala do Carregado e, por fim, a bordo das barcas de Neve pelo Tejo, até ao porto de Lisboa. A produção de gelo na Serra de Montejunto parece ter terminado no final do século XIX.

 
 
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